10 setembro, 2008

Why so "secondarious"?

Será que Batman será novamente ofuscado pelos vilões? (post direto, sem falatório) Não critico o Christian Bale. Em termos “super-heroísticos”, foi um dos melhores atores que encarnaram um herói de quadrinhos, ficando atrás de alguns que conseguiram cortar a linha que separa o personagem do papel para o “papel” (script), por exemplo, Hugh “Wolverine” Jackman. Porém, creio que o Batman é um personagem fadado a semi-obscuridade, em se tratando de seus antagonistas. Desde a fadada série dos anos 60/70, onde o Homem-Morcego era majestosamente interpretado por Adam “barriguinha de chopp” West, os vilões vêm passando a perna no maior detetive do mundo. Quem tem idade pra conhecer o seriado sabe disso. César Romero e seu Coringa caricato, infantil (como pedia a série), cheio de planos mirabolantes e até “marretas biônicas” ou Burgess Meredith, como o Pingüim, praticamente “desenhado” na tela da TV, com seus “qüeim, qüeim” e piteira (sim, cigarros ainda não eram coisas abolidas de seriados infantis), sempre atropelavam Batman e Burt Robin Ward , com suas interpretações maravilhosas. Fazendo os espectadores torcerem por eles na primeira parte e pelo Batman na segunda (a gente sempre queria ver qual seria o plano “Tom e Jerry” da vez).
Desde essa época - que descrevi resumidamente apenas para acender a curiosidade dos mais novos - que o Batman vem sendo pisoteado em seus próprios filmes. Vimos isso nos filmes do Tim e agora estamos passando por uma fase parecida. (não vou citar os outros filmes, apesar de o Jim Carrey ter interpretado o Charada de forma interessante) No primeiro do Nolan isso não aconteceu... Afinal, tudo era novidade; “novo Batman”, “uau”, “caraca, quem é esse tal de Ra´s Al Ghul”... Pois é... Assim que me comportei. Sou fã do Batman. Gosto do personagem pela sua estrutura psicológica e pela loucura iminente que vagueia pela sua vida. Lia a saudosa “Contos de Batman” sempre que possível, mas nunca fui um aficcionado pelos gibis... Não gostava das histórias, sempre achei que Batman merecia mais do que aquilo que era escrito em seu nome.
Bem, o filme veio... Maravilhoso, algumas pontas soltas, coisa normal... Ra´s Al Ghul morreu... E era o Obi Wan (comentário nerd)... O vilão era meio obscuro, para os mais leigos. Até o conhecia de um gibi que comprei a um tempo de nome “Gerações”, mas nada como o coadjuvante Espantalho que conhecia de “Longo Dia das Bruxas” e outras histórias mais. E passou... Ótimo filme, magistralmente filmado e muito bem escrito. E veio a promessa do segundo.
“Que? Heath Ledger como Coringa?” – essas perguntas foram proferidas por muitas pessoas... Garanto... Eu mesmo, falei algo assim... Considerava-o um bom ator. Eu o vira em “Coração de Cavaleiro” (filminho mais ou menos divertido) e em “O Patriota” (ótima atuação), mas achava que sua idade, ou aparente idade, atrapalharia. Ledo engano (gosto de me enganar com essas coisas). Perfeito, simplesmente perfeito. Não acreditava que alguém poderia superar o Sr. Jack na interpretação do “Palhaço do Crime”, mas ele conseguiu. Transformou o Coringa em algo palpável, crível e cruel. Alguém de quem devemos ter medo e que pode estar bem próximo de você. A maior façanha desse novo Coringa era fazer todos acreditarem que ele era louco. E quando digo todos, digo os personagens e nós, espectadores... E ele consegue... Nós somos quem mais acreditam que ele é um louco, insano (piada interna) que faz aquilo por sua loucura.... Mas basta uma simples análise para ver que esse é o plano dele para nós e para o Batman. O Homem-Morcego vira um simples joguete nas mãos do ardiloso (não é o vilão chinfrim da Marvel) Coringa, fazendo tudo o que ele queria que o mesmo fizesse, manipulando acontecimentos a seu bel-prazer, transformando o protagonista sombrio em coadjuvante desesperado.
Finalizando, três vivas para Chris Nolan pelo roteiro e três vivas para Ledger que deu vida a um dos mais malévolos malfeitores do cinema (“malévolo malfeitor” é foda). A única coisa que nós, de fora da tela, esperamos, é que o Batman não se torne mais “aparecível” em seu próprio filme apenas por mudança de figurino ou de ator, o que é bem pior. E tenho dito.

Ps. 1: era pra ser mais curto... desculpem-me
Ps. 2: Burgess Meredith foi imortalizado no cinema interpretando o treinador do Rocky, Mickey Goldmill
Ps. 3: Heath Ledger morreu...

2 comentários:

eni disse...

o publico e fãs de batman tendem a fazer diversas comparações entre um filme e outro, entre a HQ e o desenho animado, entre os protagonistas anteriores e atuais... entre isso e aquilo.... entre os diretores.... enfim... sempre fazendo comparações.
eu tbem costumo fazer comparações, não no sentido de crítica, muitas vezes só exponho minha preferência, meu gosto entre uma coisa e outra.
acho divertidíssimo ler sobre isso, e interessante tbem, pois conheço sempre opiniões diferentes.... gostos peculiares que muitas vezes eu nem sequer reparo, enfim.
acho que toda opinião é válida, porém, eu não consigo fazer esse tipo de comparação porque cada obra foi feita do seu jeito, cada diretor, roteirista, cada ator tem seu jeito de interpretar... há quem ache que o batman do burton foi muito melhor que o do nolan... muita gente acha um absurdo, eu tbem concordo apesar de gostar muito das obras do burton, mas esta em específico não foi uma das minhas preferidas.... mas ele tem seu estilo, assim como os outros diretores, e cada obra é uma obra UNICA, acho que não deve-se se fazer comparações e sim, expressar opinião, sem dizer quem é melhor ou pior que o outro.

adorei este filme do nolan do fundo da minha alma, a interpretação do ledger foi maravilhosamente incrível e o bale tava uma delicia como o cavaleiro negro... ai... sinto arrepio só em lembrar. :-D

ufa... falei falei e não disse nada. rsrsrs

ah! mas é isso... as pessoas interpretam as coisas sempre de maneiras diferentes!! que bom...!!! :-D

belo post.

abração, see ya.

andy disse...

Concordo que o Cowboy viado interpretou bem pra caralho o personagem, mas Cesar Romero ainda é rei!