11 junho, 2008
Grande parceria
17 maio, 2008
Dynamo, primeiro show..
16 abril, 2008
Imperior Drakoni
A estrutura sócio-político-econômico-cultural de Drakonis era simples, baseada em cidades-estado flutuantes, regidas por Imperior, sua capital e morada do rei e seu conselho. O solo das cidades é composto de uma espécie de rocha com baixíssima densidade que, aliada a uma atmosfera igualmente pouco densa, flutuam até certo ponto dessa atmosfera, criando, literalmente, enormes ilhas voadoras. Os drakonianos criaram um método de ancoragem dessas ilhas, formando assim suas fabulosas cidades. Tão fabulosas quanto seus moradores, criaturas reptílicas, semi-humanóides, dotadas de força sobre-humana e do mais invejado dom do universo, o vôo. Bem semelhantes aos chamados dragões das lendas terrestres; lendas essas que coincidem com certas lendas drakonianas de certos aventureiros que partiram com um visitante estelar, a muitos ciclos. Lendas à parte, os drakonianos possuem outra capacidade formidável aos olhos de outras raças: o dom do transmorfismo. Esse dom muito lhes convinha, pois suas enormes asas muitas vezes eram motivo de transtorno, frente à vida em sociedade.
Ser um transmorfo facilitou bastante a viagem de Bolthagar, afinal um réptil de três metros de altura e asas de nove metros de envergadura tinha a capacidade de intimidar componentes de outros planetas e não era essa a sua intenção. Conhecer novas culturas, interagir com elas e viajar pelo espaço infinito são idéias que permeiam a mente de Bolthagar a muitos ciclos, desde que as lendas antigas de Drakonis foram contadas a ele por sua mãe. Ele era bem relacionado na corte, entre os conselheiros de seu pai, que sempre os ouvia quando da tomada de decisões importantes. Dessa forma sua viagem se concretizou.
Sua partida e sua chegada foram feitos pelo espaço-porto da União. Isolado e ao nível do mar, forma de seu pai mostrar aos povos de outros planetas que não são dignos de habitar suas ilhas. Bolthagar era muito diferente de Drakon V, seu pai; enquanto esse era um disciplina e rígido chefe de Estado, militar e intolerante com outras culturas, Bolthagar estudou o quanto pôde a sua e outras culturas interplanetárias, deixando sua formação militar de lado. Sua simpatia fazia com que as pessoas se aproximassem dele e sua empatia as deixava à vontade.
Após as despedidas características, Bolthagar alcançou a área externa do espaço-porto, revelando suas majestosas asas, coisa que lhe pareceu estranha, pois a vários ciclos não fazia. Alçou vôo, partindo em direção de Imperior e ao encontro de seu pai.
27 março, 2008
Pobre Coelho.
Criação do meu amigo, o internacional Antonio Calomeni e seus camaradas da Weekend Productions. Parece coisa do RC... Entrementes, muito orgulho dessas filmagens, a segunda pelo que sei (a outra está postada mais abaixo). COLÔNIA DE MARTE THE 13TH... Quem sabe?
Reator do Proletariado - Gênese parte 2
Quando criança, um sonho perseguiu Mikhail por algum tempo. Nathalia era a menina mais bonita da escola, pelo menos a seus olhos e, nesses sonhos, ele tentava conversar com ela, sempre sendo ofuscado por algo que não sabia o que era. Uma luz extremamente brilhante fazia com que desviasse o olhar, sempre que tentava fitar algo a sua frente. E acontecia quando ela chegava... Mikhail não entedia o por que. Depois de algum tempo, começou a acreditar que o motivo seria a imagem que ele fazia da menina. Sendo isso ou não, a verdade não demorou a aparecer. A janela entreaberta de seu quarto deixava os raios de sol baterem exatamente nos seus olhos, criando essa sensação estranha em seus sonhos.
O despertar foi como o sonho. A sensação de "deja vu" inevitavelmente aconteceu, apesar da nebulosidade mental do momento. Não conseguiu abrir completamente os olhos e usou as mãos para se proteger. Reclamou como uma criança que acaba de acordar pela manhã e esperou até que seus olhos se acostumassem à luminosidade. Quando pôde abrir os olhos, visualizou o céu aberto de um dia ensolarado. Pensou no que estaria fazendo dormindo em campo aberto, mas essa era a menor de suas preocupações. A principal ainda não lhe ocorrera.
Olhou para os lados, procurando algo conhecido. E só viu o céu. A situação estava cada vez mais estranha, beirando a bizarrice. Por que se deitaria em um lugar tão alto? Apoiou as mãos para poder levantar-se... Apoiou? Onde? Quando olhou para baixo o pavor tomou conta dele ao perceber que o leito confortável onde descansava era o próprio céu. Como que num desenho animado de um certo pássaro veloz e seu algoz coiote pôs-se a cair! Lembrou-se remotamente de ter sentido algo semelhante anteriormente, algo a ver com trampolim e piscinas, mas nunca assim. Não conseguia gritar, apesar de sentir suas cordas vocais em um movimento frenético em sua garganta...
Após dois minutos de queda, nada mudou. A aceleração da gravidade não ajudava muito e o misto de terror, frio e velocidade exagerada o fizeram desmaiar.
Naquele dia, sismógrafos de Novosibirsk, capital da Sibéria, registraram um tremor de terra de 5.4 graus na escala Richter,
13 março, 2008
Reator do Proletariado - Gênese
Imagine um motor à explosão. Daqueles que se usam nos carros. Poucos sabem como funcionam, sendo que não é algo muito complexo. É chamado erroneamente de “à explosão”, pois todos acham que o movimento se dá pelas explosões internas, quando na verdade, acontecem por aumento e diminuição de pressão, sendo seu nome real motor de combustão interna, mas como o termo “explosão” agrada mais aos olhos, fiquemos com ele. Internamente, para que hajam as explosões, necessita-se de combustível e oxigênio. É de conhecimento geral que quando a energia gerada pela reação química da explosão é convertida em energia mecânica, que faz o veículo se movimentar, uma parte dela se converte em calor, ou energia térmica, aumentando a temperatura do artefato em questão podendo causar dano permanente. Para que isso não aconteça, vários artifícios refrigeradores podem ser usados, no caso dos veículos automotores: água e radiador. Calor sempre foi o grande vilão, tanto em máquinas a vapor quanto
Com energia nuclear a reação é menos macroscópica. Alguns isótopos de certos elementos apresentam a capacidade de, através de reações nucleares, emitirem energia durante o processo. É o caso do urânio, elemento mais usado nas usinas nucleares. Essa energia, devidamente trabalhada, é convertida
Refrigerar algo que já está em colapso é redundante e perigoso, como tentar apagar um vulcão com milhões de litros de água. Mikhail era esforçado, mas seu conhecimento se limitava aos manuais. A alavanca que dispersava o aparato refrigerante no reator parecia a única chance de salvação. As paredes de concreto e aço da instalação pareciam tremer, não se sabe se pela pretensa explosão ou pelo pavor que tomava conta do operário. Aquele momento se tornou infinito.
Ser reconhecido como herói na União Soviética, ser condecorado pelo premier Gorbachev, voltar a Moscou, ser promovido a algum cargo no Kremlim, poder dar boa vida novamente a sua mãe... Esses pensamentos permeavam sua mente, fazendo seu coração se acelerar como nunca antes. Chernobyl era importante para o povo ucraniano e para toda a união e perdê-la seria o fim de uma era de desenvolvimento. Seu treinamento não simulou superaquecimento e não era sua responsabilidade, porem, ele era o único.
Tanto movimento cerebral em 2,54 segundos.
O topo superior do invólucro do reator literalmente alçou vôo, caindo a alguns quilômetros de distância. O governo soviético camuflou grande parte das informações pertinentes ao acidente, deixando milhares de pessoas a mercê da radioatividade, reescrevendo suas histórias de vida. Com Mikhail não seria diferente.