Mais um de esferográfica...
21 outubro, 2007
Morto-vivo
02 outubro, 2007
A História dos Kobolds from Hell - parte 2
Após o pagamento da conta de Baltek, os quatro recém conhecidos procuram pela missão de cura dessa cidade. As missões são formadas por sacerdotes que possuem o poder sagrado de curar ferimentos e enfermidades. Yirn e Reggie conheciam bem a cidade e já haviam sido medicados nessa missão. Enquanto caminhavam, Simon e Baltek debatiam sobre as importâncias de seus respectivos deuses na vida cotidiana de cada um, tentando se convencer mutuamente a mudar de religião; Blackstone prestava atenção em cada palavra, mesmo sem entender a maior parte delas e Reggie, com uma impaciência peculiar, tentava mudar o assunto, sem muito sucesso.
Cruzar as ruas de Tetris fazia com que as pessoas cumprimentassem Blackstone e Butcher, pois rúgbi era um esporte muito admirado na cidade.
Reggie retribuía a atenção do público com cumprimentos e galanteios. Humano de nascimento e criação, não era dos mais altos, porém sua tremenda robustez e agilidade o transformaram no melhor jogador de rúgbi da temporada. Caucasiano de olhos castanhos, suas feições se destacavam pelos cabelos curtos branco-cinzentos. Seu maior defeito poderia ser dito pela sua impaciência, aliás, a maior reclamação do técnico da equipe.
Baltek, ainda em sua discussão com Simon, aparentava mais longevidade que Yirn. Também era ogro e, por isso, suas proporções corporais eram descomunais. Seus longos cabelos negros, feições caucasianas e pele mais clara o deixavam quase humano, embora seus dois metros e trinta não o deixavam negar sua natureza. Trazia sempre no pescoço o amuleto de Telak, deus allansiano da coragem e do valor na batalha, do qual era devoto. Sua personalidade mau-humorada e violenta fazia com que ficasse mais próximos de seus outros companheiros de raça que de Blackstone.
Como qualquer outro elfo, era impossível determinar a idade de Simon. Com um rosto austero, aparentava, caso fosse humano, ter algo perto dos trinta anos, mas como a longevidade é uma característica élfica, poderia ter até cem anos. Longos cabelos negros caíam-lhe sobre os ombros, mostrando parte de suas orelhas pontudas, outra característica da raça. Para os padrões humanos ele era muito bonito e, se não se mostrasse sempre sério, poderia parecer andrógino. Dos quatro era o mais baixo e carregava sempre consigo seu bastão. Ingram, um poderoso mago de Elfren, lar dos elfos, fora seu professor, sendo Van Helmont um aluno dedicado e paciente.
Após alguns minutos de caminhada e muitos cumprimentos por parte dos moradores, eles conseguiram avistar a missão de cura. Na verdade, a tal missão era um templo, construído em adoração ao deus Selimon, senhor da paz e do amor. Seus sacerdotes, homens valentes de coração puro, são conhecidos por todo o mundo como detentores da cura sagrada, pelos que nela crêem. Assim que se aproximaram, puderam ouvir o som de uma vassoura sendo passada pelo assoalho do templo, que sempre encontrava-se aberto à população:
- Olá! – gritou Reggie, a fim de chamar a atenção do sacerdote que limpava o chão.
Vendo aquele grupo bem diferente em fronte à porta do templo, o sacerdote aproximou-se e com a educação comum aos adeptos de Selimom e disse:
- Boa noite, caros senhores – curvou-se – eu sou Moisés, sacerdote de Selimon, deus da paz e do amor. Em que posso ajudá-los?
Depois das apresentações, Moisés pôde ver o ferimento de Baltek e com alguns gestos sagrados de seu deus, curou-o e lhes ofereceu vinho fabricado por eles próprios. Enquanto conversavam sobre a briga ocorrida no bar, Simon afastou-se um pouco e retirou de sua bolsa uma gema. Fechou os olhos e se concentrou. Essa gema foi-lhe dada por Ingram pouco antes deste partir de Elfren
Enquanto isso, todos já haviam se voltado para ele e, como não entendiam o que Simon fazia de olhos fechados e com a gema nas mãos, começaram a especular:
- Qui ele tá fazendo? – perguntou Yirn.
- Provavelmente é feitiçaria... Não gosto de feiticeiros... – Baltek, resmungando.
- Se fosse algo maléfico, Selimon já teria me avisado. – o bondoso Moisés.
- Essa gema deve valer muitas moedas. – Reggie.
Neste momento, Simon sai de seu suposto transe:
- Acalmem-se, meus caros. Não é nenhum tipo de feitiçaria do mal ou algo parecido. Esta gema foi-me dada pelo meu mestre, Ingram, Supremor de Elfren. Os anciões de meu antigo refúgio previram que um grande mal assolará o mundo. Somente um grupo seleto de pessoas poderá impedir que isso aconteça e eu fui incumbido de encontrar essas pessoas. Com esta jóia eu posso saber quem são. Não sei qual é o critério para isso, sei apenas que não demoraria muito para encontrar-lhes. E, pelas informações que acabei de receber, falta apenas um...
- Espere um pouco... “Falta apenas um”? Que história é essa? Quem são os outros?
- São vocês. Como havia dito, não sei qual é o critério, apenas sei quem são e... os senhores são os escolhidos.
- Mas eu já tenho time e não quero...
- Fecha a bocarra, Yirn! Ninguém me perguntou se eu queria salvar o mundo?
- Nem pra mim e Baltek não faz nada de graça....
- Por favor, meus caros. Vamos escutar o senhor Simon!
- Muito obrigado, Moisés. Sei que o que lhes digo parece absurdo, mas têm que acreditar. O tempo é escasso e o perigo iminente. Sei que sois valorosos guerreiros, apesar de crerdes em outras divindades. O grande objetivo desta missão é encontrar um artefato muito antigo, mais antigo que o ancião elfo mais velho. Diz a lenda que seu nome é Atr’igarsh e que foi confeccionado por um panteão de deuses para que pudesse reger o mundo. Fazem parte dele O Bem e O Mal em suas diversas formas. Ninguém sabe muito a respeito, apenas que tem o formato cúbico e é mais conhecido pela nomenclatura de Cubo Deviano.
Moisés, neste momento, parece sofrer de um mal repentino e cai sobre uma cadeira. Pálido e com a pele fria ele tenta se recompor com a ajuda de Reggie e Yirn:
- O que aconteceu, Moisés? Bebeu muito?
- Não, Reginald... Apenas uma súbita diminuição de pressão sanguínea. Essas coisas ditas por Simon... Eu estava tendo alguns sonhos estranhos, achei que fossem tentativas de Selimom de me dizer que eu pecava demais, então iniciei um jejum auto-preservativo até que essas visões fossem embora... Porém, elas pioraram e ficavam cada vez mais aparentes... Sofrimento e destruição, pessoas escravizadas, florestas em chamas e uma voz dizendo que eu poderia ter feito algo... Simon, você é um enviado de Selimom...
- Sou um enviado de Palier!
- Sim, sois um enviado dos deuses do bem. Eu creio no que dizes e te acompanharei em sua jornada.
- Yirn acha que deve ir também... Mas não sabe porque...
- Hmmm... Não tenho nada melhor pra fazer e Telak fala com Baltek
Um silêncio estranho toma o templo de Selimom. Como se algo faltasse. Uma sombrancelha élfica é levantada e seis olhos se dirigem para Reggie:
- Que foi? Por que vocês estão me olhando assim?
- Falta tu, infante... – responde Simon.
- Eu o que? Me juntar a um bando de desconhecidos (menos você Yirn, antes que diga algo estúpido) pra procurar um dado qualquer feito por uns Deuses metidos à besta que queriam dominar o mundo? Quando partiremos?
- Partiremos ao amanhecer! – disse Baltek, mal sabendo que essa frase seria proferida por vários anos.
Pra Posteridade – 2º passo
Muitas vezes o encosto de uma cadeira pode ser pior que uma parede de espinhos. Pois, sendo a caneta, muitas vezes, um algoz mais doloroso que a espada afiada, a angústia aumenta a cada segundo pensado. O que escrever? Deixar alguma mensagem pra um ser amado (acho que não, por isso estou nessa situação)? Pedir desculpas por erros cometidos? Mandar um beijo pro meu pai, pra minha mãe e pra você (coisa estúpida)? Tantas coisas passam pela cabeça... Coloco um Black Sabbath pra tocar, Into the Void, me ajuda a pensar. As pessoas ficam mais idiotas com o tempo. Poucos pensam em liberdade, levando sua vida como gado divino, pastando no mar de lama até o dia do abate. Ah, sim, finalmente comecei a pensar. O uivo do vento chegou aos meus ouvidos, aumentando ainda mais minha gana por escrever e escrever. Sempre fui razoável no quesito escrita; polido e criativo com as palavras. Deixo quatro páginas inteiras... Será que alguém vai encontrar? Puxo minha carteira de cigarros... Ironicamente, tem apenas um, semi-fumado; resolvo parar de fumar. Foi dado o segundo passo. Continuo com sorte, acho.
22 agosto, 2007
Zero - prisão e glória
Tan tan tan tan tan tantantantan (musiquinha de plantão de notícias na TV), corta para o âncora do principal jornal:
- Notícia urgente! Acabamos de ser informados que o assassino serial conhecido como Zero acaba de ser preso após ser perseguido pela polícia nos arredores da Praça Central após fazer mais uma vítima, o pastor e líder da congregação Grande Senhor Divino. Temos imagens exclusivas do momento da prisão...
Corta ao vivo para a repórter do programa de fofocas, que cobria o evento onde se encontrava o pastor:
- É com exclusividade que mostramos a imagem da captura do assassino Zero, que mesmo encurralado, derrubou 3 policiais e só foi contido com a ajuda de taseres. Vejam só, ele ainda está mascarado! Pelo que parece, ele tem por volta de
Ao se aproximar das câmeras, o chefe de polícia (que também participava do evento) chega ao microfone:
- É com muito orgulho que a chefatura de polícia mostra a cara deste meliante!
E retira sua máscara... Por baixo dela um rapaz aparentando 20 anos, negro e com feições bem comuns. No canto da boca um esboço de sorriso sarcástico, num deboche absurdo para alguém normal:
- Vejam, telespectadores! Mesmo tendo sido capturado ele ainda sorri. Alguma coisa a declarar, sr. Zero?
- Acham mesmo que acabou? Você é uma das próximas, Penélope... – e com enorme rapidez, desfere uma cabeçada no nariz da repórter, quebrando-o e criando uma cachoeira de sangue. Os policiais que o seguravam, saltam sobre ele, desferindo socos e mais socos
Corta para o âncora, com a mão na boca, apavorado:
- E-e essa foi a exclusiva da prisão de Zero, um assassino serial que vinha apavorando nosso país. Voltamos a nossa programação normal.
09 agosto, 2007
A História dos Kobolds from Hell - parte 1
Após uma hora de cavalgada lenta, Simon avistava as muralhas de Tetris. A fortificação era enorme devido aos constantes ataques Orcs em anos passados. Sentinelas mantinham sempre vigília em guaritas altas e armadas com pequenas balistas. Tendo se aproximado o bastante para chamar a atenção de uma sentinela, Simon desmontou e aguardou o aviso:
- Quem se aproxima?
- Simon Van Helmont, devoto de Palier. Vindo de Elfren, lar élfico ao norte.
A rotina dos sentinelas diziam que todos tinham que se apresentar ao chegar aos portões, enquanto a área ao redor era checada por outros guardas. Após alguns instantes, as maciças portas de madeira e ferro se moviam, permitindo sua passagem. A cidade era fascinante, a mistura de povos e raças era sem igual. Todos viviam relativamente em paz, afinal, como toda cidade grande, existem ricos e pobres, o que ocasiona pontos de revolta em parte da população. Simon já havia estado lá antes, travando comércio com artesãos humanos. Sentia-se cansado e tinha de arrumar um estábulo para Sassafrás. Buscando pela informação, foi levado a um próximo do estádio municipal. O esporte mais praticado da região era o Rúgbi e o dono do estábulo o informou que as finais seriam nesta noite.
Sem ter o que fazer naquela noite, era uma boa opção. Não sabia muito do esporte, mas como este agrada boa parte da população, resolveu assistir o jogo, após se hospedar numa estalagem próxima.
A noite chegou e as pessoas se aglomeravam em frente ao estádio, esperando encontrar um bom lugar. Simon esperou até que a entrada ficasse mais desocupada e adentrou o lugar. Era espantoso como os humanos usavam o cérebro para tal fim – pensou. Milhares de criaturas se amontoavam para assistir a um bando de outras criaturas correr atrás de uma bola. Assim eram os seres humanos, a pureza de coração e o ódio mortal eram suas principais características. Fascinantes e dignos de medo, sua contradição os fazia sobreviver neste mundo cruel. Diferente dos anões, insuportáveis habitantes das cavernas, grandes armeiros, mas odiosas personalidades. Deixando de divagar, Simon sentou-se onde poderia avistar todo o campo e esperou pelo início. Os Kraken Megalonianos tentavam uma vitória sobre a quase imbatível equipe dos Manticores Tetrienses. Rixa antiga que os atuais jogadores mantinham com tanta avidez quanto antes. Duas cidades que disputam tanto econômica quanto politicamente o controle do Estado, sendo que isso se transferia para os jogos de rúgbi.
Os Kraken vinham com um bom time, estável e vencedor. Seus jogadores eram brutamontes com uma média de dois metros de altura e força descomunal. Porém, os Manticores tinham um trunfo, como havia dito o estalajadeiro, um poderoso Ogro, uma criatura forte como um elefante anquiliano e com peso proporcional. Como os tetrienses conseguiram convencer um ogro a participar de tal atividade em grupo, ninguém sabia, pois comumente os ogros viviam em tribos e os que viviam nas cidades eram mercenários e pouco amigáveis.
Neste instante os times invadem o campo, cada qual com seu estandarte. Quando o jogador ogro de Tetris invadiu o gramado, Simon sabia que este seria um dos escolhidos. Realmente era uma criatura enorme, facilmente avistável no jogo. Monstruoso, corpulento e sorrindo? Isso sim era uma novidade. Era um dos mais sorridentes ao entrar em campo e a multidão correspondia a essa simpatia. Aclamado pela torcida, todos gritavam o que deveria ser seu nome: Blackstone.
Após o anúncio das equipes o jogo teve início. A violência imperava e os megalonianos sentiam a diferença do jogador de outra raça. Cinco ou seis jogadores eram necessários para segurar o monstro que nunca desistia. Suas comemorações eram dirigidas sempre ao mesmo jogador, com qual parecia ter certa afinidade. Jogadas ensaiadas, arremessos precisos e recepções perfeitas eram comuns entre os dois. Simon observava com atenção, pois deveria contactá-los logo após o jogo. A torcida berrava quando os Manticores venciam o campo e invadiam, se aproximando cada vez mais do gol adversário.
O fim estava próximo e os tetrienses venciam por 10 pontos de diferença. Os Kraken estavam nervosos e cometiam faltas seqüenciais. Quando, com extrema violência, um megaloniano acerta um chute, não permitido nesse jogo, num manticore, pouco abaixo do peito, na direção do estômago. O público veio abaixo e as vaias começaram. O jogador se contorcia de dor quando, como que em defesa de seu companheiro de equipe, um jogador se lançou sobre o faltoso, derrubando-o e distribuindo socos no seu rosto. Era o início da confusão. Os reservas invadiram o gramado e, para surpresa de Simon, o ogro estava apartando a luta. Enquanto todos tentavam se acertar, Blackstone empurrava companheiros e adversários, tentando separá-los. Quinze minutos e muitas expulsões depois a partida pôde ser reiniciada e correu bem até o final com a vitória de Tetris.
Simon se procurou se informar onde os atletas comemoravam a vitória e tomou a direção de tal lugar a fim de aguardá-los. Os jogadores eram carregados e ovacionados pelo povo sendo impossível falar com eles nesse momento.
O mago procurou uma mesa desocupada e saboreava um vinho da cidade quando a equipe chegou, próximo do anoitecer. Enquanto entravam eram brindados pelos clientes e litros de cerveja foram oferecidos. Começaram a se fartar das iguarias, contando os feitos e brindando a cada 15 minutos. Após um certo tempo e com a estalagem mais vazia um fato inesperado aconteceu, componentes do time megaloniano, revoltados com a derrota, invadiram o lugar e iniciaram uma discussão com o pequeno grupo de tetrienses que ainda se encontrava ali. A discussão tomou uma proporção tamanha que um caneco de cerveja foi arremessado acertando um sujeito corpulento, mal encarado e com longos cabelos negros que estava quieto e isolado num canto da taverna. Encharcado de bebida e com um filete de sangue escorrendo pela testa ele levantou-se e, sem dizer uma palavra, segurou a cabeça de seu algoz, um megaloniano, e violentamente, afundou seu crânio no balcão. Os ânimos que não estavam bons, pioraram, iniciando uma briga sem precedentes. Cadeiras voavam, pessoas eram jogadas pelo balcão, enquanto de relance Simon notou que os outros jogadores megalonianos entravam pela porta. Sem titubear, concentrou-se por uns segundos e uma barreira de chamas se ergueu em frente ao portal evitando a entrada de mais inimigos. Sacando de seu bastão, concentrou-se novamente e no outro segundo este se encantava, ficando mais eficaz num combate direto. Entrou na luta, usando de suas técnicas de combate milenares. Blackstone e seu amigo derrubavam oponentes com poderosos e eficazes golpes e o monstro de cabelos compridos parecia se deliciar com a batalha, a cada inimigo derrubado um urro de felicidade era pronunciado, nem o ferimento em sua cabeça o fazia parar. Tetrienses e megalonianos caíam enquanto os quatro se mantinham de pé. Minutos depois a milícia invadia o bar encontrando apenas os quatro e o taverneiro ainda conscientes:
- Blackstone! Butcher! O que aconteceu aqui??? – perguntou o guarda.
- Estávamos apenas bebendo e estes imbecis krakens procuraram briga. – respondeu Reggie Butcher.
- E quem são estes dois?
- Eu me chamo Simon Van Helmont, de Elfren e permiti-me a defesa própria, sendo que seria massacrado se tal não fosse feito.
- Eu sou Baltek... Tava bebendo e esses idiotas quebraram um copo na minha cabeça!
- Ele diz a verdade, guarda. – disse Yirn – Só se defendeu...
- Muito bem, vou levar esses megalonianos arruaceiros presos e providenciarei para que os outros sejam levados para a missão de cura.
Com tais palavras, vários guardas entraram e levaram os prisioneiros sob custódia, enquanto o estalajadeiro oferecia mais bebidas aos “sobreviventes”.
- Vamos beber até o dia raiar! – comemorou Reggie.
- Posso tomar a palavra com os senhores? Tenho uma proposta que, devido a sua importância para o futuro do mundo, interessará bastante.
- Ele disse que quer tomar a palavra, Reggie? Mas aqui só tem cerveja e vinho.
- Calaboca, Yirn... Não preste muita atenção nessas coisas, ele não é muito inteligente. Diga-me, o que pode nos interessar tanto?
Enquanto isso, Blackstone aproximou-se do homem de cabelos negros, tentando iniciar uma conversa:
- Oi, queria te agradecer por nos ajudar.
- O que você quer?
- Tô tentado ser gentil...
- E quem te pediu isso?
- Tudo bem amigo... Você é grande como eu e acho que...
- É, eu sou um ogro também, mas não quero jogar rúgbi.
- Eu sabia. EI REGGIE, ele também é ogro.
- Legal, Yirn, vê se vocês se entendem! – respondeu Reggie.
- O que cê faz?
- Amigo, não conseguiu entender que não quero conversa?!
Com tal demonstração de inimizade, Blackstone recuou enquanto Simon se aproximou dos três:
- Vejo que tens um ferimento que continua a sangrar...
- Não tem problema, amanhã tá bom.
- Posso resolver agora, sou estudioso das artes místicas e tais conhecimentos me ensinaram a curar com certa destreza.
- Hmmm... Não gosto de feitiçarias... Nem de feiticeiros...
- Caro companheiro de peleja, não sou nenhum feiticeiro. Sou um mago, discípulo de Ingram e devoto de Palier, protetor das florestas e todo o ecossistema lá presente. Acha mesmo que vou te fazer mal?
Yirn, coçando a cabeça:
- Não entendi nada, só o final...
- Não é pra entender mesmo, Yirn... Se o “senhor sensível” não deseja se juntar na nossa empreitada em busca de riquezas e poder, que fique aqui nesse bar, bebendo até a morte.
- Olhe como fala, homenzinho!!!
- Calma, cavalheiros. Isso pode ser resolvido de uma maneira melhor. Tu te mostraste um valoroso guerreiro. Não gostaria de se juntar a nossa busca?
Bebendo o último gole da cerveja que ainda estava em sua caneca, Baltek pergunta:
- E o que eu ganho com isso?
- Além de salvar o mundo, serás recompensado após a missão.
- Tá... Estou sem emprego mesmo... Agora, desafasta com essa feitiçaria... Tem uma missão de cura na cidade, é lá que vão consertar esse ferimento. Telak não gosta de feitiço.
- E quem seria esse Senhor Telak?
- Telak é deus da guerra, senhor de Prumor, pra onde vão todos os guerreiros que morrem em batalha.
- Ei, ei! Será que podemos procurar o curandeiro logo, o braço do sujeito ainda está pingando sangue...
E assim teve início uma grande amizade.
Obs.: essa história se passa antes da história "A Busca"... Acontece que achei isso no meu micro e resolvi continuar. Qualquer dúvida me liga...