Valor. Antigamente, entre os silvícolas, que chamamos de índios ou indígenas, mediam o valor pelo caráter e pelas ações do homem. Cada um tinha seu papel na comunidade. Os guerreiros eram valorosos por executar bem suas atribuições, assim como os pescadores, as rendeiras, cozinheiras e afins. Os idosos eram valorosos, tanto pelo antigo modo de vida quanto pela experiência. Eis que chegam os “civilizados”, com seus “valores” deturpados. Onde um pequeno objeto brilhante e dourado valia a vida de homens e mulheres inocentes. Pois bem, é assim que vivemos até hoje. Valores íntimos, qualidades inerentes ao ser humano, são considerados muitas vezes defeitos, sendo ridicularizados e rebaixados ao grau de inocência, ou muitas vezes, incompetência. E o “valor”, que não mudou, apenas se transferiu para outros pequenos objetos de metal e papel graduam o ser humano. Tenha, não seja. Ostente, não divida. “Eu”, não “nós”. Chegamos a esse nível de mediocridade. Seu caráter é medido pelo que tu possuis e não pelas tuas ações. Almeje ter como Donald Trump, ou qualquer outro quaquilhionário, não almeje ser como Nelson Mandela, ou outro qualquer imbecil que lutou pelos direitos da humanidade. Enfim... Tenha dinheiro ou agarre-se a tua infinita insignificância. Ou ainda, pratique crimes... Alguns dizem ser um meio eficiente de ter.
Ps.: palavras vagas de um insignificante e medíocre ser humano, destruidor da atmosfera e consumidor ávido de bens desnecessários.
Ps2.: eu tenho um, ganhei de aniversário (desnecessário?)
Ps3.: esse está muito caro...
Ps4.: eu disse que era pra não ler...
13 fevereiro, 2009
08 fevereiro, 2009
03 fevereiro, 2009
Apenas uma conversa...
O que faz de mim humano é minha capacidade de abstrair meu instinto em um momento social como este. Meu ímpeto assassino de estraçalhar o filho da puta, chutá-lo, esmagá-lo e atirá-lo deste décimo terceiro andar, necessita de um doloroso auto-controle para ser refreado. Mas não cometerei o mesmo erro novamente, não senhor. Isto já foi além dos limites.
O meu ponto é, o que faz de mim um ser tão brutalmente preenchido pelo ódio? Mantenho minhas faculdades mentais o suficiente para saber que estou ficando louco. Não é a sede de sangue ou outro destes motivos clichês - é a vontade de destruir fisicamente algo que representa a destruição que me foi feita. Alma em pedaços também já é clichê demais... Eu diria apenas que perdi minha consideração pela vida destes homens e mulheres à minha volta. Perdi o meu espírito católico de viver e deixar viver. Católico? Hm, deixe para lá. Enfim...
Minhas mãos tremem. O que me faz voltar ao meu questionamento - que força sobre-humana enche o coração e as vontades de um homem com o mais puro ódio? O reflexo desta decadência triste a que meu mundo chegou? Seu mundo pode ser diferente, mas isso provavelmente indica que você não vive onde eu vivo. Não teve o que eu tive. Não passou o que passei. Ainda assim, me pergunto - você também estaria assim? Controlando o tremor de suas mãos, segurando um copo de champanhe, observando avidamente a um homem sujo, como uma águia que observa ao longe a presa sem qualquer piedade? É realmente inevitável ficar assim após o que passei? Ou esta é, na verdade, uma escolha minha, e mascaro para mim mesmo como inevitável e incontrolável pelo medo de assumir que sempre fui um assassino?
Psicologias demais, não é mesmo? Hora da ação. Talvez eu veja você por aí, outra hora. Você certamente me verá.
O meu ponto é, o que faz de mim um ser tão brutalmente preenchido pelo ódio? Mantenho minhas faculdades mentais o suficiente para saber que estou ficando louco. Não é a sede de sangue ou outro destes motivos clichês - é a vontade de destruir fisicamente algo que representa a destruição que me foi feita. Alma em pedaços também já é clichê demais... Eu diria apenas que perdi minha consideração pela vida destes homens e mulheres à minha volta. Perdi o meu espírito católico de viver e deixar viver. Católico? Hm, deixe para lá. Enfim...
Minhas mãos tremem. O que me faz voltar ao meu questionamento - que força sobre-humana enche o coração e as vontades de um homem com o mais puro ódio? O reflexo desta decadência triste a que meu mundo chegou? Seu mundo pode ser diferente, mas isso provavelmente indica que você não vive onde eu vivo. Não teve o que eu tive. Não passou o que passei. Ainda assim, me pergunto - você também estaria assim? Controlando o tremor de suas mãos, segurando um copo de champanhe, observando avidamente a um homem sujo, como uma águia que observa ao longe a presa sem qualquer piedade? É realmente inevitável ficar assim após o que passei? Ou esta é, na verdade, uma escolha minha, e mascaro para mim mesmo como inevitável e incontrolável pelo medo de assumir que sempre fui um assassino?
Psicologias demais, não é mesmo? Hora da ação. Talvez eu veja você por aí, outra hora. Você certamente me verá.
02 fevereiro, 2009
Sobre as histórias...
Quanto às histórias dos KFH, talvez alguém já tenha visto alguns dos termos usados em outros lugares. Não é questão de plágio, ou falta de imaginação. Foram anos de RPG, com essa formação e, por saudosismo, uso os mesmos termos. Deuses do antigo RPG nacional Tagmar, nomes presentes dos livros jogos do Steve Jackson e Ian Livingstone e cidades com nomes de jogos famosos mundialmente. É isso aí, qualquer coisa, me processem.
01 fevereiro, 2009
A Busca - 4ª parte
Rever teus amigos após tantos anos, mesmo Reginald, que prefere ser chamado de Reggie, era uma experiência quase temporal. Mesmo Reggie, porque, apesar de residirem ambos em Tetris, pouco se encontravam - tinham vidas muito diferentes. Após as Guerras Triônicas, onde Moisés auxiliou a guarda em diversas batalhas, eles não haviam se visto, nem para uma conversa informal.
Reggie, em termos de vida cotidiana, era a antítese de Moisés. Formalmente pouco regrado e dado a espalhafatos desnecessários, Moisés entendia que Reggie havia chegado em sua atual posição apenas por um grande motivo, sua enorme força de vontade. Sua história começara em uma vila sem nome, a leste da floresta conhecida por Blackwood. Por alguma desventura do destino, este se perdera e fora levado para uma escola de infantaria, onde, mais tarde, deveria tornar-se componente da Guarda de Tetris. Reggie não se adequava aos preceitos militares. Sua fanfarronice exacerbada se desenvolvera bastante naquele ambiente, e mudara um menino tímido para um guerreiro competente, porém indisciplinado. Dias na prisão e como sentinela o deixaram apenas mais furioso e inconseqüente e, na primeira oportunidade, fugiu do aquartelamento. Tetris era seu objetivo e dinheiro tua futura recompensa. Chegando a cidade, depois de escapar de pretensos algozes militares, vagou por um tempo, até chegar ao estádio dos Manticores, time de rúgbi da cidade. Entrou, gostou do que viu, solicitou um teste e foi aprovado. Mesmo no quartel, ficara conhecido pela perda de calma e encontrões desnecessários. Isso se adequava perfeitamente a aquele jogo selvagem e violento e assim Reggie se tornara o melhor jogador da equipe em pouco tempo. Lá conheceu Yirn Blackstone e ambos se tornaram grandes amigos. Aliás, Moisés nunca entendeu direito tal relação. Eram muito diferentes. Yirn era gentil e ouvinte, enquanto Reggie era verbalmente espalhafatoso e pouco cordial. Mas, como opostos, as personalidades deviam se completar de alguma forma. A amizade era tamanha que, após as Guerras Triônicas, Reggie, após reorganizar a milícia tetriense, partiu numa busca solitária por seu amigo, sumido a algum tempo, sem sucesso aparente. Retornando logo após, como chefe da guarda que abandonara anos antes, grande ironia.
O tempo fora generoso com Reggie. Provavelmente pelo motivo previamente mencionado, este se mantinha em forma. Há algum tempo deixara de ser capitão da guarda, para se dedicar ao treinamento da equipe de rúgbi, agora conhecida por Kobolds From Hell, nome pouco promissor, pelo qual Reggie chamava nosso antigo grupo. Mesmo no auge de seus 54 anos de idade, treinava com a equipe, ainda com belas jogadas e violência exagerada. Seus cabelos ainda curtos não mudaram, pois desde jovem estes possuíam uma estranha coloração acinzentada. A barba era o diferencial, afinal, anteriormente sempre se mantivera barbeado. Talvez uma cicatriz conseguida na guerra, quando enfrentou Balthus Bone num confronto homem a homem, tenha feito com que mudasse seu visual. Usava uma armadura de placas semi completa, pois dizia que atrapalhava seus movimentos. Uma loriga de couro completava sua vestimenta de batalha. Nada o identificava como Capitão de Honra da Guarda de Tetris e, como símbolo, usava apenas uma faixa presa ao braço com as iniciais KFH. Uma capa escondia o que para muitos poderia ser algo repulsivo ou, no mínimo, estranho. Uma pequena corcunda negra, que não sabíamos exatamente do que se tratava, mas que Reggie dizia ser uma criatura viva que se comunicava com ele e que possuía um enorme par de asas quirópteras, com quase 4 metros de envergadura que se atrofiavam e quase se escamoteavam em seu pequeno corpo. Ele o chamava de pterodraco e, aparentemente, ambos se adequaram ao convívio. Isso o tornava o único humano, pelo menos único conhecido de Moisés, que podia voar sem ajuda de magia. Quando as asas se abriam, Reggie parecia um híbrido, homem-dragão. Manejava armas brancas como ninguém, sendo superado, talvez, apenas por Baltek Skylander. Seu velho machado de batalha e escudo médio completavam a indumentária.
Apesar de pequenas desavenças, Reggie era o guerreiro que Moisés gostaria que estivesse ao seu lado numa peleja. Nunca fugia de uma boa briga e quando era necessário, defendia amigos com unhas e dentes, mas sempre sem perder a chance de uma piada, geralmente de mal gosto.
Reggie, em termos de vida cotidiana, era a antítese de Moisés. Formalmente pouco regrado e dado a espalhafatos desnecessários, Moisés entendia que Reggie havia chegado em sua atual posição apenas por um grande motivo, sua enorme força de vontade. Sua história começara em uma vila sem nome, a leste da floresta conhecida por Blackwood. Por alguma desventura do destino, este se perdera e fora levado para uma escola de infantaria, onde, mais tarde, deveria tornar-se componente da Guarda de Tetris. Reggie não se adequava aos preceitos militares. Sua fanfarronice exacerbada se desenvolvera bastante naquele ambiente, e mudara um menino tímido para um guerreiro competente, porém indisciplinado. Dias na prisão e como sentinela o deixaram apenas mais furioso e inconseqüente e, na primeira oportunidade, fugiu do aquartelamento. Tetris era seu objetivo e dinheiro tua futura recompensa. Chegando a cidade, depois de escapar de pretensos algozes militares, vagou por um tempo, até chegar ao estádio dos Manticores, time de rúgbi da cidade. Entrou, gostou do que viu, solicitou um teste e foi aprovado. Mesmo no quartel, ficara conhecido pela perda de calma e encontrões desnecessários. Isso se adequava perfeitamente a aquele jogo selvagem e violento e assim Reggie se tornara o melhor jogador da equipe em pouco tempo. Lá conheceu Yirn Blackstone e ambos se tornaram grandes amigos. Aliás, Moisés nunca entendeu direito tal relação. Eram muito diferentes. Yirn era gentil e ouvinte, enquanto Reggie era verbalmente espalhafatoso e pouco cordial. Mas, como opostos, as personalidades deviam se completar de alguma forma. A amizade era tamanha que, após as Guerras Triônicas, Reggie, após reorganizar a milícia tetriense, partiu numa busca solitária por seu amigo, sumido a algum tempo, sem sucesso aparente. Retornando logo após, como chefe da guarda que abandonara anos antes, grande ironia.
O tempo fora generoso com Reggie. Provavelmente pelo motivo previamente mencionado, este se mantinha em forma. Há algum tempo deixara de ser capitão da guarda, para se dedicar ao treinamento da equipe de rúgbi, agora conhecida por Kobolds From Hell, nome pouco promissor, pelo qual Reggie chamava nosso antigo grupo. Mesmo no auge de seus 54 anos de idade, treinava com a equipe, ainda com belas jogadas e violência exagerada. Seus cabelos ainda curtos não mudaram, pois desde jovem estes possuíam uma estranha coloração acinzentada. A barba era o diferencial, afinal, anteriormente sempre se mantivera barbeado. Talvez uma cicatriz conseguida na guerra, quando enfrentou Balthus Bone num confronto homem a homem, tenha feito com que mudasse seu visual. Usava uma armadura de placas semi completa, pois dizia que atrapalhava seus movimentos. Uma loriga de couro completava sua vestimenta de batalha. Nada o identificava como Capitão de Honra da Guarda de Tetris e, como símbolo, usava apenas uma faixa presa ao braço com as iniciais KFH. Uma capa escondia o que para muitos poderia ser algo repulsivo ou, no mínimo, estranho. Uma pequena corcunda negra, que não sabíamos exatamente do que se tratava, mas que Reggie dizia ser uma criatura viva que se comunicava com ele e que possuía um enorme par de asas quirópteras, com quase 4 metros de envergadura que se atrofiavam e quase se escamoteavam em seu pequeno corpo. Ele o chamava de pterodraco e, aparentemente, ambos se adequaram ao convívio. Isso o tornava o único humano, pelo menos único conhecido de Moisés, que podia voar sem ajuda de magia. Quando as asas se abriam, Reggie parecia um híbrido, homem-dragão. Manejava armas brancas como ninguém, sendo superado, talvez, apenas por Baltek Skylander. Seu velho machado de batalha e escudo médio completavam a indumentária.
Apesar de pequenas desavenças, Reggie era o guerreiro que Moisés gostaria que estivesse ao seu lado numa peleja. Nunca fugia de uma boa briga e quando era necessário, defendia amigos com unhas e dentes, mas sempre sem perder a chance de uma piada, geralmente de mal gosto.
26 janeiro, 2009
A Busca - 3ª parte
Enquanto ouvia o pretenso guia de sua jornada, Moisés perdeu-se em seus pensamentos, lembrando do que todos passaram para chegar até aquele momento e de como um grupo tão seleto, composto de seres com personalidades tão diferenciadas, pode caminhar unido e coeso, até sua dissolução natural, não por cansaço, mas por conseqüência de seus atos. Suas pretensões nunca ultrapassaram os limites de seu pequeno templo, em sua terra natal. Participar de incursões fantásticas, como acontecera, era algo tão distante quanto o afastamento do sacerdócio e alcançar o patamar ao qual está também. Ele imaginava um futuro mundano, até perceber a oportunidade de levar a palavra de Selimon mundo afora. Apesar das diferentes crenças presentes entre seus amigos, o respeito mútuo sempre fez parte da união. Esse respeito ensinou-lhe que, independente da religião, os seres continuam sendo seres e Selimon protege a todos. Talvez essa tenha sido sua maior escola, transformando-o no sacerdote-mor de sua ordem e fazendo com que Selimon o presenteasse com suas maiores dádivas, o dom da cura e seu símbolo sagrado, Veriante. Não uma arma, mas um objeto que seria usado tanto para defender seu templo, quanto para construir moradias ou libertar inocentes.
Pensou em sua idade e em si mesmo, refletindo. Moisés, no início da jornada do grupo, era o mais experiente, já tendo 28 anos de idade e 15 de celibato. Agora, com 62 anos, ainda mantinha-se em forma e aparentava ser mais jovem, apesar da longa barba branca. Os cabelos, ainda curtos, como de costume, permaneciam completamente castanhos. Seus olhos, quase negros, carregavam o peso dos anos, não pelas rugas, mas pelo olhar. Seu semblante era sempre sereno, transmitindo tranqüilidade a quem tivesse contato com ele. Dizia-se que Selimon protegia os seus com vida longeva e Moisés parecia ser a prova de tal afirmação.
Sua armadura metálica, adornada por símbolos sagrados de sua religião, o deixava mais imponente frente a outros humanos. O elmo em especial possuía o principal símbolo de Selimon em sua fronte, a forquilha. Três extremos unidos no centro. Os três cantos do mundo unidos num só pensamento de bondade. Um manto sacerdotal branco cobria-lhe praticamente todo o corpo tendo a forquilha bordada cuidadosamente em toda sua extensão. A religião selimônica era universal e por onde passava, adeptos o reconheciam e reverenciavam. Veriante o acompanhava onde quer que fosse e, como dito anteriormente, nos últimos anos era usada apenas como objeto sagrado, mas naquela jornada deveria ser usada em sua defesa.
Em diversas ocasiões, Moisés acreditou ter passado dos limites, com relação à violência. Seus preceitos religiosos e íntimos o levavam a evitar confrontos de qualquer espécie, porém Moisés sempre fora honrado e valoroso como amigo e em defesa dos fracos. A religião selimônica prega a paz e o amor entre os seres, mas também prega que aqueles que não os querem não podem praticar o mal. Caso o façam, a ordem tem entre seus sacerdotes, mestres nas artes da guerra, ainda que essa palavra seja abnegada pelos seus sacerdotes. Sendo Moisés líder dessa ordem de Guerreiros da Luz, como se auto proclamam, em diversas ocasiões ele defendeu os mais necessitados, seus amigos e sua terra.
Algumas características inerentes de seres pensantes ainda o acompanhavam. Não pensava muito no progresso. Tecnologia, uma palavra recém inventada, o deixava desconcertado, principalmente porque os avanços, na maioria das vezes, se davam no decorrer de algum conflito, sendo essa a desculpa, na sua opinião, para o desenvolvimento da civilização. Procurava manter-se sempre afastado. Um exemplo era o uso do fogo. Por diversas vezes presenciara seu amigo Simon criar labaredas do nada, que saíam de suas mãos e acendiam fogueiras ou afastavam inimigos, mas, misturar pós encontrados na natureza e fazer fogo? A natureza era a coisa mais espetacular criada por Selimon. Usá-la para tal fim era amedrontador...
Sua rusga a respeito do mal uso de magia não sacerdotal também se mantinha. Ele acreditava que tal dádiva deveria ser usada com responsabilidade e parcimônia. A total ira contra mortos vivos e outras criaturas relacionadas ao reino dos não viventes era sua maior fraqueza. Ódio era um sentimento que ele suprimia, porém esse aspecto de sua personalidade o acompanhou desde a mais tenra infância. Talvez pelo fato de sua terra natal ter sido vítima de uma praga zumbi, aproximando-o de sua atual religião, ou pela constatação posterior que o que estava morto deveria ficar morto, pois, caso houvesse reanimação, este ser se tornaria mal e, como tal, avesso a seu deus. Ele não sabia ao certo, apenas odiava tais seres e todas as coisas relacionadas a eles. Apenas um foi tolerado e outrora esta pessoa foi conhecida pelo nome de Yirn Blackstone. Um antigo amigo. Fiel, generoso e honrado aos olhos de Moisés. Uma criatura inocente, levada aos campos da violência por preconceitos referentes a sua raça. O único que escutava seus sermões com atenção, mesmo parecendo entender pouco o que Moisés dizia. Ele sempre se recorda do acontecido... Numa incursão na dimensão chamada Plano Mental, Yirn fora tragado por garras malignas provenientes de um fosso negro. Ao voltarem ao plano terreno, seu corpo havia sumido e o grupo não mediu esforços até encontrar o amigo nas mãos de um necromante chamado Vrillian Groz. Este fazia um feitiço que suprimia a mente e a alma de Blackstone, inserindo uma alma demoníaca em seu lugar. Ele e seus companheiros conseguiram conter o mago, mas não a ponto de salvar seu amigo. Seqüelas da tentativa de possessão o acompanharam, transformando-o numa espécie de ghoul, um morto vivo consciente. Esse fato os afastou... Ao ponto do amigo abandonar o grupo. Nesse ínterim, Moisés refletiu muito sobre o assunto, orando para que Selimon o ajudasse a ser mais compreensivo. Tempos depois, Yirn Blackstone se reencontrou com o grupo, portando-se de forma mais adequada a seu estigma e fora bem recebido. Mais um aprendizado para Moisés. Sentia saudades de seu amigo. Reencontrá-lo e tentar salvá-lo era sua prioridade.
Pensou em sua idade e em si mesmo, refletindo. Moisés, no início da jornada do grupo, era o mais experiente, já tendo 28 anos de idade e 15 de celibato. Agora, com 62 anos, ainda mantinha-se em forma e aparentava ser mais jovem, apesar da longa barba branca. Os cabelos, ainda curtos, como de costume, permaneciam completamente castanhos. Seus olhos, quase negros, carregavam o peso dos anos, não pelas rugas, mas pelo olhar. Seu semblante era sempre sereno, transmitindo tranqüilidade a quem tivesse contato com ele. Dizia-se que Selimon protegia os seus com vida longeva e Moisés parecia ser a prova de tal afirmação.
Sua armadura metálica, adornada por símbolos sagrados de sua religião, o deixava mais imponente frente a outros humanos. O elmo em especial possuía o principal símbolo de Selimon em sua fronte, a forquilha. Três extremos unidos no centro. Os três cantos do mundo unidos num só pensamento de bondade. Um manto sacerdotal branco cobria-lhe praticamente todo o corpo tendo a forquilha bordada cuidadosamente em toda sua extensão. A religião selimônica era universal e por onde passava, adeptos o reconheciam e reverenciavam. Veriante o acompanhava onde quer que fosse e, como dito anteriormente, nos últimos anos era usada apenas como objeto sagrado, mas naquela jornada deveria ser usada em sua defesa.
Em diversas ocasiões, Moisés acreditou ter passado dos limites, com relação à violência. Seus preceitos religiosos e íntimos o levavam a evitar confrontos de qualquer espécie, porém Moisés sempre fora honrado e valoroso como amigo e em defesa dos fracos. A religião selimônica prega a paz e o amor entre os seres, mas também prega que aqueles que não os querem não podem praticar o mal. Caso o façam, a ordem tem entre seus sacerdotes, mestres nas artes da guerra, ainda que essa palavra seja abnegada pelos seus sacerdotes. Sendo Moisés líder dessa ordem de Guerreiros da Luz, como se auto proclamam, em diversas ocasiões ele defendeu os mais necessitados, seus amigos e sua terra.
Algumas características inerentes de seres pensantes ainda o acompanhavam. Não pensava muito no progresso. Tecnologia, uma palavra recém inventada, o deixava desconcertado, principalmente porque os avanços, na maioria das vezes, se davam no decorrer de algum conflito, sendo essa a desculpa, na sua opinião, para o desenvolvimento da civilização. Procurava manter-se sempre afastado. Um exemplo era o uso do fogo. Por diversas vezes presenciara seu amigo Simon criar labaredas do nada, que saíam de suas mãos e acendiam fogueiras ou afastavam inimigos, mas, misturar pós encontrados na natureza e fazer fogo? A natureza era a coisa mais espetacular criada por Selimon. Usá-la para tal fim era amedrontador...
Sua rusga a respeito do mal uso de magia não sacerdotal também se mantinha. Ele acreditava que tal dádiva deveria ser usada com responsabilidade e parcimônia. A total ira contra mortos vivos e outras criaturas relacionadas ao reino dos não viventes era sua maior fraqueza. Ódio era um sentimento que ele suprimia, porém esse aspecto de sua personalidade o acompanhou desde a mais tenra infância. Talvez pelo fato de sua terra natal ter sido vítima de uma praga zumbi, aproximando-o de sua atual religião, ou pela constatação posterior que o que estava morto deveria ficar morto, pois, caso houvesse reanimação, este ser se tornaria mal e, como tal, avesso a seu deus. Ele não sabia ao certo, apenas odiava tais seres e todas as coisas relacionadas a eles. Apenas um foi tolerado e outrora esta pessoa foi conhecida pelo nome de Yirn Blackstone. Um antigo amigo. Fiel, generoso e honrado aos olhos de Moisés. Uma criatura inocente, levada aos campos da violência por preconceitos referentes a sua raça. O único que escutava seus sermões com atenção, mesmo parecendo entender pouco o que Moisés dizia. Ele sempre se recorda do acontecido... Numa incursão na dimensão chamada Plano Mental, Yirn fora tragado por garras malignas provenientes de um fosso negro. Ao voltarem ao plano terreno, seu corpo havia sumido e o grupo não mediu esforços até encontrar o amigo nas mãos de um necromante chamado Vrillian Groz. Este fazia um feitiço que suprimia a mente e a alma de Blackstone, inserindo uma alma demoníaca em seu lugar. Ele e seus companheiros conseguiram conter o mago, mas não a ponto de salvar seu amigo. Seqüelas da tentativa de possessão o acompanharam, transformando-o numa espécie de ghoul, um morto vivo consciente. Esse fato os afastou... Ao ponto do amigo abandonar o grupo. Nesse ínterim, Moisés refletiu muito sobre o assunto, orando para que Selimon o ajudasse a ser mais compreensivo. Tempos depois, Yirn Blackstone se reencontrou com o grupo, portando-se de forma mais adequada a seu estigma e fora bem recebido. Mais um aprendizado para Moisés. Sentia saudades de seu amigo. Reencontrá-lo e tentar salvá-lo era sua prioridade.
Porque ser branco, é uma bosta.
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHA
Ps.: Não sou racista, aliás, sou branco... Atualmente meio malhado, sol só nos braços e na cara... HAHAHAHAHAHAHAHA
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